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Vida de Gratidão.
Gratidão por todas as bênçãos recebidas
como demonstração de comunhão. |
Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito? Salmo 116.12
Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. I Ts. 5.18
INTRODUÇÃO
O Salmo 116 é uma continuação do Aleluia Pascoal, portanto, pode ser interpretado em relação à saída do Egito. E pode ser visto como um canto pessoal no qual uma alma crente, lembrada pela Páscoa de sua própria servidão e livramento, fala disso com gratidão, e louva o Senhor.Amor pessoal nutrido por uma experiência pessoal de redenção é o tema deste salmo, e nele vemos os remidos atendidos quando oram, conscientes de que não pertencem a si mesmos mas foram comprados com um preço, e se unindo com todo o grupo dos resgatados para cantar aleluias a Deus.Assim deve ser nossa vida cristã, sempre renovada no espírito de gratidão, acompanhada pelo cântico de louvor do reconhecimento à grande obra que Jesus realizou por nós em Sua morte e ressurreição.
I - ESCOLHENDO A MELHOR MANEIRA PARA EXPRESSAR GRATIDÃO
O Apóstolo Paulo ao procurar uma maneira prática para expressar sua gratidão a Deus pela salvação alcançada em Cristo Jesus, descobre na entrega total de sua vida ao trabalho missionário um forte aliado a esse sentimento tão nobre, e através de suas viagens missionárias ele passou por experiências que o conduziu ao ponto de misturar gratidão e graciosidade em meio às adversidades, prova disso são suas próprias palavras envolvidas pelo sentimento de dor e alegria espiritual: “ Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. I Ts. 5.18”, Esse texto já é resultado de sua escolha pela obra de Deus, como opção para manifestação do seu estado de alma grata.
a)O que é expressar Gratidão. Gratidão é expressa por atitudes, obras e comportamentos que demonstram reconhecimento por benefício recebido, bendizendo ao doador do benefício. Paulo consegue expressar sua gratidão até mesmo pelas provações permitidas por Deus e compreendeu que as provações são dolorosas e necessárias, é um adestramento aplicado por Deus para aprimorar nossas habilidades espirituais.
b)Gratidão Pela Vontade de Deus. Nos anos 51 a 53 d.C Paulo empreendeu sua segunda viagem missionária, percorrendo cerca de 3073 Km, durante o percurso Paulo foi impedido pelo Espírito Santo de entrar na Ásia pela região Frígio-Gálata, e depois foi impedido pelo Espírito de Jesus ao tentar entrar pela região da Bitínia, mostrando que a direção divina pode vir pelas circunstâncias, e não há dúvida que as circunstancias que nos cercam são usadas pelo Senhor para nos dar a direção de Sua vontade, e o apóstolo entendeu isso com gratidão na alma(At. 16. 6,7).
c) Origem e Prática da Gratidão na Vida de Paulo.A gratidão tem início quando se reconhece quem Deus é e o que Ele tem feito. Essa emoção sincera não depende da reação de outra pessoa ou da natureza da benção recebida. A própria vida é um presente de Deus. Só existe gratidão baseada nesse fundamento. O espírito de gratidão deve ser cultivado e, depois, transmitido aos outros, é exatamente isso que o apóstolo Paulo está demonstrando na jornada missionária, contagiando pessoas com a intensidade de seu espírito de gratidão a Deus.
2. COLHENDO OS RESULTADOS DA VIDA DE GRATIDÃO
Lucas mostra-nos que o Espírito Santo (v.6), Jesus (v.7) e Deus (v.10) é que orientavam o desenvolvimento do evangelho. Paulo estava nas mãos de Deus e, por isso, modificava radicalmente seu plano de viagem. O sucesso de qualquer campanha missionária depende da obediência a Deus(At.16.6-10).
a) Gratidão gera resultados norteadores. A narrativa de como o cristianismo alcançou a Macedônia deve ser compreendida como a grande vitória do evangelho diante das restrições feitas em relação à aceitação dos gentios nas igrejas.A partir do capítulo 16, Lucas mostra que o evangelho prosseguiu marchando em direção a novas conquistas. Sua intenção é mostrar, passo a passo, como o evangelho ultrapassou a barreira que o queria tornar exclusivamente judaico e atingiu, em grandes proporções, o mundo gentílico, comprovando, assim, sua vocação para a universalidade.
b)Gratidão que redunda em Salvação. Lucas descreve dois episódios que mostram o modo como os gentios receberam a Cristo: A Conversão de Lídia (At. 16.13-15) e A Conversão do Carcereiro (At. 16. 25-34). Ou seja, ao ser grato pela orientação Divina, Paulo só teve o trabalho de tomar o rumo certo, e lá estavam as almas aguardando para serem salvas, nunca se esqueçam disso: “gratos pela orientação e instrumentos para a salvação”.
c) Gratidão que gera ação. Estamos vendo claramente a direção do Espírito Santo na obra missionária desenvolvida por Paulo. Segundo Lucas, Paulo tinha um plano flexível e fez exatamente o que Deus determinou. Você não acha que o exemplo dele tem muito a nos ensinar? Se fizermos, a partir do ensino bíblico, uma análise de como o trabalho da igreja é desenvolvido em nossos dias, qual será o resultado? Será que temos elaborado planos de ação tão rígidos que impedimos a atuação do Espírito Santo? Será que temos ouvido a voz de Deus? Será que estamos gratos pela vontade de Deus, que gera diretamente a ação do Espírito Santo.
3. GRATIDÃO E COMUNHÃO: UNIDAS PARA NOSSA VITÓRIA
a) A Comunhão de Paulo e Silas. (At.16.25,26) 25-Perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. 26-E, de repente, sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos. A visitação a comunhão dos salvos é o que estreita os laços de fraternidade. Para crescermos espiritualmente, precisamos estar em comunhão com Deus e com os irmãos. Podemos afirmar que nesta comunhão estão as orações de gratidão que é o nosso falar com Deus. Com esse pensamento essa dupla de servos de experimentaram um milagre que passou para a história do cristianismo.
b) Gratidão, Comunhão, Oração e Discernimento. Muitos de nós não temos ou perdemos a comunhão com Deus por preguiça negligência ou omissão, pois a cada dia diminuímos o nosso tempo de oração, se é que oramos. Muitos não tem o hábito de orar, outros que tem, diminuem dia após dia este tempo e vão se esfriando na fé, até chegarem a frigidez espiritual. Isto acontece porque não temos intimidade com Deus. Segundo a palavra de Deus, a oração deve ser diária. Ai de Paulo se não cultivasse esses expoentes da vida espiritual, jamais teria discernimento para repreender o espírito maligno da jovem adivinha, que nunca falte em nossa vida esses elementos básicos para uma vida abundante com Deus em Cristo Jesus(At.16.16-18).
c) Gratidão, Comunhão e a vitória sobre a morte. O carcereiro de Filipos queria suicidar-se, o que não aconteceu pelo poder de uma palavra impregnada de gratidão pela vida, que saiu da boca de Paulo:(At. 16.27-31) 27Acordando o carcereiro e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido. 28Mas Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos. 29E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas. 30E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? 31E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. A morte foi derrotada pela vida de comunhão e gratidão a Deus.
4. COMUNHÃO, GRATIDÃO E NOSSA MISSÃO
Na elaboração dessa lição temos em mente uma missão: Levar as Famílias a Cristo e torná-las participantes do Reino de Deus, ajudando-as em direção à maturidade cristã e capacitá-las para o seu ministério na terra, a fim de glorificar o nosso Senhor e Criador, Deus.
a)A Conversão de Lídia. Paulo não pôde, em Filipos, agir segundo seu costume de visitar a sinagoga, pois não havia nenhuma naquela cidade. Assim sendo, dirigiu-se, no sábado, a um lugar que supunha ser destinado à oração (talvez uma casa), e pregou para um grupo de mulheres. Uma das mulheres – Lídia – decidiu aceitar a Cristo. Segundo Lucas, ela era originária da cidade de Tiatira. É curioso notar que Lídia veio justamente na região que Paulo queria ter visitado. Deus tem sua própria maneira de fazer as coisas, não é mesmo? É possível que não tenha passado muito tempo entre a conversão de Lídia e seu batismo. Aliás, Lucas salienta que toda a casa também foi batizada. Isso mostra que o batismo deve ser um testemunho externo de uma realidade interna – a fé em Jesus. Convém destacar que a conseqüência direta da conversão foi a disposição de Lídia para servir (v.15). Conversão sempre implica serviço cristão.
b) A Conversão do Carcereiro.Na prisão, eventos memoráveis ocorreram. Enquanto Paulo e Silas cantavam hinos a Deus, demonstrando sua fé e confiança, mesmo em situação tão adversa, um terremoto sacudiu os alicerces do cárcere. Todas as prisões se abriram e os presos se soltaram (vv. 25,26). O carcereiro, ao perceber o que estava acontecendo, decidiu matar-se. Paulo, porém, interrompeu a atitude impensada do carcereiro, com a afirmação de que todos os presos estavam ali (vv.27,28). Com a ajuda de uma tocha, ou algo semelhante, o carcereiro tirou Paulo e Silas da cela em que estavam e fez uma pergunta que é o clímax desta narrativa: “Senhores, que me é necessário fazer para me salvar?” (v. 30). Muitas pessoas em Filipos sabiam que Paulo e Silas estavam anunciando o “caminho da salvação” (v.17). O carcereiro, naquele momento, parece ter percebido a situação espiritual em que se encontrava, e decidiu obter um esclarecimento sobre esse caminho para a salvação e acabou sendo salvo.
c) A Conversão da Família do carcereiro. “E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas. E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. E lhe pregaram a palavra do Senhor e a todos os que estavam em sua casa. E, tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes os vergões; e logo foi batizado, ele e todos os seus. 34Então, levando-os a sua casa, lhes pôs a mesa; e, na sua crença em Deus, alegrou-se com toda a sua casa. (At. 16. 29-34).
As boas novas do Evangelho alcançam agora a família do carcereiro salvo por Jesus, vamos deixar textos como esse e muitos outros falem bem fortes aos nossos corações para cumprirmos com amor nossa missão de conduzir as famílias a Cristo.
CONCLUSÃO
Que a nossa vida de gratidão seja uma celebração a Deus, na mais alta expressão de comunhão, partindo de coração grato pelas bênçãos recebidas, mas sem esquecer de nossa missão do tema: “ Contagiar as famílias com o evangelho da graça, e o verdadeiro espírito de gratidão motivado por Jesus.
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